Compreender o impacto ambiental dos produtos exige mais do que pressupostos ou alegações genéricas de sustentabilidade. Exige dados, metodologias transparentes e verificação independente.
Por isso, estava em curso o desenvolvimento de Avaliações do Ciclo de Vida (ACV) completas para a gama de produtos ONE-DNA™. Uma Avaliação do Ciclo de Vida mostra os impactos ambientais associados a um produto ao longo do seu ciclo de vida, desde a extração das matérias-primas e o fabrico até à utilização, ao transporte e ao processamento em fim de vida.
O objetivo é simples: dar informação fiável que ajude clientes, projetistas, municípios e outras partes interessadas a tomar decisões informadas com base em dados mensuráveis.
Olhar para além do próprio produto
O processo de avaliação estava a ser desenvolvido em várias fases, para criar uma compreensão mais completa do desempenho ao longo do ciclo de vida.
Fase 1: avaliação do produto
A primeira fase centra-se na composição e na produção dos sistemas de relva artificial ONE-DNA™. Inclui a análise das matérias-primas, dos processos de fabrico e dos impactos ambientais associados, segundo metodologias de ACV reconhecidas.
Os resultados constituiriam a base das Declarações Ambientais de Produto (DAP), documentos verificados de forma independente que dão informação ambiental normalizada. As DAP permitem avaliar produtos com a mesma função segundo uma metodologia coerente e um conjunto de dados transparente.
Em vez de assentarem em alegações ambientais genéricas, as DAP dão informação quantificada sobre o perfil ambiental de um produto ao longo do seu ciclo de vida.
Fase 2: cenários de instalação e de fim de vida
A segunda fase alarga a avaliação para além do próprio produto, analisando os processos de instalação, a logística e os cenários de fim de vida em diferentes países e regiões.
Os impactos ambientais podem variar consoante as distâncias de transporte, as infraestruturas locais, as instalações de reciclagem e as práticas de gestão de resíduos. Ao incluir estes fatores, a avaliação pretende dar uma visão mais ampla de como o desempenho ao longo do ciclo de vida pode variar entre mercados.
Esta abordagem permite uma visão mais completa dos impactos ambientais, para além do fabrico.
Porque é que os dados do ciclo de vida importam
À medida que os requisitos ambientais evoluem, as organizações precisam cada vez mais de informação objetiva para apoiar decisões de contratação, especificação e política.
As avaliações do ciclo de vida contribuem para isso ao oferecer:
- Mais transparência sobre os impactos ambientais
- Informação coerente baseada em metodologias reconhecidas
- Apoio à comparação de produtos segundo critérios normalizados
- Uma visão das oportunidades de melhoria futura
- Dados que podem contribuir para os requisitos de relato ambiental
Acima de tudo, as avaliações do ciclo de vida substituem pressupostos por informação mensurável.
O papel das Declarações Ambientais de Produto
Uma Declaração Ambiental de Produto (DAP) traduz os resultados da avaliação do ciclo de vida num formato normalizado, que pode ser verificado de forma independente e comunicado publicamente.
As DAP são muito usadas por:
- Arquitetos e projetistas
- Municípios e entidades públicas
- Empreiteiros e promotores
- Consultores ambientais
- Profissionais de contratação pública e compras
Ao dar informação transparente e comparável, as DAP apoiam decisões baseadas em evidência nos setores da construção e do paisagismo.
Um compromisso com a transparência
O objetivo da avaliação do ciclo de vida não é fazer alegações ambientais genéricas. É compreender os impactos ambientais, identificar oportunidades de melhoria e dar às partes interessadas informação fiável.
À medida que o processo de desenvolvimento e verificação avançasse, seriam partilhadas novas atualizações sobre o programa de avaliação do ciclo de vida e a publicação das Declarações Ambientais de Produto para a gama ONE-DNA™.
Atualização, outubro de 2026: este artigo reflete a gama ONE-DNA™ à data da publicação, baseada em polietileno (PE). A ONE-DNA™ inclui hoje também uma via 100% PO; consulte Tecnologia. As DAP mencionadas (MRPI, 2024) abrangem a fase de produto (A1 a A3) de produtos fabricados na antiga unidade de Hasselt e não representam a produção da linha em Portugal iniciada em maio de 2025.
Ver também: Impacto ambiental · Tecnologia






























